Estudos filosóficos e acontecimentos polêmicos da atualidade política, econômica e social.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Sala Mundo Curitiba 2011
Avaliar os recentes avanços na educação brasileira e apresentar aos participantes do Sala Mundo Curitiba 2011 um panorama histórico da educação mundial. Essa foi a missão dos educadores Martin Carnoy, doutor em economia pela Universidade de Chicago e professor da Universidade de Stanford, e Kazuhiro Yoshida, professor da Universidade de Hiroshima (Japão). Estes foram os primeiros palestrantes no dia de abertura do maior encontro de educação do país.
Carnoy lembrou ainda que para colher avanços educacionais, é necessário uma distribuição de renda menos desigual. “O Brasil registra algumas vantagens e mostra que avança em um bom caminho. Nas últimas décadas o país trocou poucas vezes o ministro da educação, isso ajuda muito. De qualquer forma, não basta apenas investir em educação e esperar impactos no crescimento econômico. Em países com governos corruptos, frutos de sociedades corruptas, esses investimentos nunca surtirão efeito”, lamentou.
O educador Kazuhiro Yoshida falou sobre os segredos da educação no Japão. Para ele, é essencial que o educador sinta-se satisfeito com o seu trabalho. “Cerca de 80% dos professores japoneses estão satisfeitos com o seu trabalho. São salários pouco acima da média, mas são praticamente iguais nas diferentes camadas de ensino, seja ele básico ou universitário”, destacou.
É lamentável pensar que não basta apenas investimenos na educação e valorização dos professores, o grande desafio que o país terá que encarar é o de superar algumas mazelas como a da corrupção, do jeitinho, da falta de disciplina, sentimento de pertença e tantas outras questões que estão arraigadas em nossa cultura e que ancoram o Brasil em indices que não condizem com a realidade de um país com tantas riquezas e que pretende a curto ou médio prazo, desempenhar papel de destaque diante das demais nações...
Início deste ano, fiz uma breve pesquisa sobre as notas da prova Brasil e do Enem em alguns estados da federação, pesquisei também sobre o salário base dos professores da escola na rede pública estadual, fiquei surpreso ao constatar que não havia uma coerência entre as regiões que apresentaram melhores indices nas avaliações e os estados onde os salários eram maiores. Um exemplo disso é o caso dos Estados da região norte em que os salários estão entre os mais altos do país e por outro lado a região sul onde os estados figuram entre os melhores indices nas avaliações e em contra partida o salário do professor desta região, esta entre os menores do pais, como é o caso do Rio G. do Sul, que esta entre os 5 estados do pais que não atingem o mínimo estabelecido pela lei do piso nacional. Estranho constatar que as notas nos indices de avaliação da educação básica, estão inversamente proporcional aos rendimentos dos profissionais. Com certeza, antes desta pesquisa eu discordaria da fala do consultor Cláudio de Moura Castro, (video acima). Não sei se infelizmente ou felizmente, mas, pelo que se pode perceber, não da para atrelar qualidade de ensino, apenas com a questão salarial e até mesmo da tecnologia de ensino, há que se entender melhor quais seriam esses outros fatores ou estímulos que contribuem para este cenário.
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