sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Primavera Árabe

Apenas alguns dias contados após a produção deste documentário,  e ja temos muitos acontecimentos para contabilizar, entre eles a queda de Kadaf na Líbia... Aqui em nosso pais temos ainda em comum à realidade destes povos, a corrupção. Para tal, a exemplo destas nações, aqui precisamos de um grupo new-revoluciário, para lutar por um segundo momento na democracia, o fim da ditatura daqueles que no poder vilipendiam os cotribuintes, construtores e produtores das riquezas  desta grande nação... (Valbarns 26/08/2011)
http://www.youtube.com/watch?v=U0u0Teywknc&NR=1
Sobre o Especial.
"Mais de 10 países, como Líbia, Israel, Egito, Tunísia, Marrocos, Argélia e Síria, além de territórios palestinos ocupados, são retratados no programa, que traz depoimentos de pessoas que vivem nas regiões árabes, e de imigrantes que estão no Brasil e que contam por que vieram para cá, como era sua vida na terra natal etc.

"Queremos que as pessoas se localizem sobre esse mundo. A gente ouve falar muito desses países, mas, muitas vezes, não sabemos ao menos onde ficam e o que acontece em cada um desses lugares", enfatiza Poli.

O especial também é entremeado com declarações de especialistas, como o sociólogo Demétrio Magnoli, a especialista em Direito Internacional da Universidade de São Paulo (USP) Maristela Basso e o historiador Marco Antonio Villa. Há ainda explicações sobre as terminologias árabes, que são desconhecidas pela maioria da população, mas bastante relevantes no entendimento das questões dos países retratados, especialmente pela mídia.

Maria Cristina Poli, que além de apresentar também assina a direção do Primavera Árabe, explica que o programa propicia o entendimento dessa região do Planeta, incluindo o surgimento dos países, as tônicas religiosas, os povos e os conflitos, sempre com muitas imagens. "Há inclusive países relativamente jovens, mas que carregam uma imagem pré-histórica". E ainda acrescenta: "O que eles querem é o mesmo que a gente busca aqui, democracia e liberdade. O especial faz esse paralelo e desvenda o mundo árabe para o público".

O especial será reapresentado nesta quinta-feira (11 de agosto) às 23h45, ao vivo, pela TV Cultura e pelo site: http://cmais.com.br/aovivo "

sábado, 20 de agosto de 2011

E por falar em Direitos Humanos...





Eu Não preciso pertencer a uma religião afro brasileira como a umbanda ou o candomblé, a uma religião cristão ou de qualquer outra denominação para defender o direito e a liberdade de culto;
Eu não preciso ser mulher, para lutar contra o machismo;
Eu não preciso ser negro, índio ou asiático para lutar contra a discriminação étnicorracial;
Eu não preciso ser lésbica, Gay, travesti ou transsexual para lutar contra a homofobia;
Eu não preciso ser idoso, para defender e fazer valer os direitos garantidos por lei a estes cidadãos;
Eu não preciso esperar ser lesado em meus direitos, para lutar contra as situações onde a justiça é negada;
Eu não preciso ser portador de necessidades especiais, cego ou surdo para saber o quanto uma mão amiga é tão bem vinda;  
Eu não preciso ser pobre para lutar contra a falta de políticas públicas inclusivas;
Eu não preciso ser político para participar das discussões em torno dos problemas da nação e apresentar alternativas de solução;
Eu não preciso ser professor para ensinar e partilhar da minha experiência e conhecimento;
Eu não preciso ser aluno para estudar e aprender mais, todos os dias temos oportunidade de aprender coisas novas e reciclar aquilo que esta ultrapassado;
Eu não preciso ser madre Tereza de Calcutá para fazer obras de caridade;
Eu não preciso ser  João Paulo II para perdoar os meus inimigos;
Para todas estas questões eu só preciso de uma coisa: CONSCIÊNCIA do significado e do valor que é:
O Ser Humano (Reconhecer e entender o significado e o valor da preservação de uma vida humana)
A Ética  (pensar, fazer e falar do outro e para o outro somente aquilo que lhe faça bem e o valorize)
Entender o verdadeiro sentido da liberdade (quando falta este entendimento, alguém sempre estará com a sua liberdade ameaçada.)
Quando falamos em Direitos Humanos, falamos de algo que em momento algum, pressupõe qualquer pré-requisito, como cor da pele, orientação sexual, religiosa ou política, para que este seja reconhecido, a condição para acessar aos direitos constitutivos de cidadania é unicamente ser nascido da espécie Humano.
(Valbarns 20/08/2011)


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sala Mundo Curitiba 2011

Avaliar os recentes avanços na educação brasileira e apresentar aos participantes do Sala Mundo Curitiba 2011 um panorama histórico da educação mundial. Essa foi a missão dos educadores Martin Carnoy, doutor em economia pela Universidade de Chicago e professor da Universidade de Stanford, e Kazuhiro Yoshida, professor da Universidade de Hiroshima (Japão). Estes foram os primeiros palestrantes no dia de abertura do maior encontro de educação do país.

Carnoy lembrou ainda que para colher avanços educacionais, é necessário uma distribuição de renda menos desigual. “O Brasil registra algumas vantagens e mostra que avança em um bom caminho. Nas últimas décadas o país trocou poucas vezes o ministro da educação, isso ajuda muito. De qualquer forma, não basta apenas investir em educação e esperar impactos no crescimento econômico. Em países com governos corruptos, frutos de sociedades corruptas, esses investimentos nunca surtirão efeito”, lamentou.

O educador Kazuhiro Yoshida falou sobre os segredos da educação no Japão. Para ele, é essencial que o educador sinta-se satisfeito com o seu trabalho. “Cerca de 80% dos professores japoneses estão satisfeitos com o seu trabalho. São salários pouco acima da média, mas são praticamente iguais nas diferentes camadas de ensino, seja ele básico ou universitário”, destacou. 

É lamentável pensar que não basta apenas investimenos na educação e valorização dos professores, o grande desafio que o país terá que encarar é o de superar algumas mazelas como a da corrupção, do jeitinho, da falta de disciplina, sentimento de pertença e tantas outras questões que estão arraigadas em nossa cultura e que ancoram o Brasil em indices que não condizem com a realidade de um país  com tantas riquezas  e que pretende a curto ou médio prazo, desempenhar papel de destaque diante das demais nações...  

 

Início deste ano, fiz uma breve pesquisa sobre as notas da prova Brasil e do Enem em alguns estados da federação, pesquisei também sobre o salário base dos professores da escola na rede pública estadual, fiquei surpreso ao constatar que não havia uma coerência entre as regiões que apresentaram melhores indices nas avaliações e os estados onde os salários eram maiores. Um exemplo disso é o caso dos Estados da região norte em que os salários estão entre os mais altos do país e por outro lado a região sul onde os estados figuram entre os melhores indices nas avaliações e em contra partida o salário do professor desta região, esta entre os menores do pais, como é o caso do Rio G. do Sul, que esta entre os 5 estados do pais que não atingem o mínimo estabelecido pela lei do piso nacional. Estranho constatar que as notas nos indices de avaliação da educação básica, estão inversamente proporcional  aos rendimentos dos profissionais. Com certeza, antes desta pesquisa eu discordaria da fala do consultor Cláudio de Moura Castro, (video acima). Não sei se infelizmente ou felizmente, mas, pelo que se pode perceber, não da para atrelar qualidade de ensino, apenas com a questão salarial e até mesmo da tecnologia de ensino, há que se entender melhor quais seriam esses outros fatores ou estímulos que contribuem para este cenário.

Valbarns 18/08/11.

Referências

http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?op=curso&id=23767

 http://www.slideshare.net/pierrelucena/pesquisa-salarial-professores-das-redes-estaduaishttp://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/07/seis-estados-pagam-aos-professores-menos-que-o-sugerido-por-lei

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Não condiz comigo? Não me diz respeito!


As maldades e injúrias que pensam ou dizem a seu respeito, não devem lhe servir de ofensa, pois geralmente percebemos, pensamos e falamos dos outros, a partir dos  nossos sentimentos, experiências e desejos muitas vezes reprimidos, ou não, do contrário a ausência de pensamentos, desejos ou experiências sobre algo, nos leva a olhar para os outros com certa ingenuidade e bondade, nos tornando assim incapazes de emitir  julgamento maldoso e precipitado, questões estas que favorecem o preconceito e a exclusão, ou seja, a chamada violência simbólica... Valbarns 14/08/11.

Fonte da imagem Feitiço para fofoqueiro(a): afroumbandista.spaceblog.com.br