Século XXI, avanços na conquista por direitos humanos e todos os direitos relativos à liberdade individual... E quando assistimos situações como esta, que deram origem aos conflitos deste ultimo final de semana no Egito, percebemos que, em determinadas questões como a religião, por exemplo, ainda temos muito que evoluir para atender às expectativas do que se espera da convivência civilizada nas sociedades contemporâneas. Retrocesso? Creio que não, talvez não houveram muitos avanços nesta esfera da vida social, principalmente para determinadas culturas.
Por outro lado não há como pensar em convivência harmoniosa entre os seguidores de diferente denominação religiosa, se o dogmatismo, o fundamentalismo fanático, continuarem a sobrepor a razão. Penso que, não existe coerência em servir a um Deus de determinada crença, e continuar a reproduzir práticas "irracionais", se é que se pode dizer assim... Principalmente levando em consideração que a regra de ouro das principais religiões dizem em outras palavras, que devemos fazer ao outro o que gostariamos que fizessem a nós, ou ainda de forma negativa, não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem a nós. (ver detalhes no link abaixo)
Ontem foi o dia das mães...
Hoje também é dia das mães...
Amanhã deverá ser o dia das mães...
Se cada um de nós lembrarmos sempre destas
três datas muito importante, não vamos precisar
de campanhas de marketing e da propagando para
lembrar de dizer a esta pessoa imprescindível em nossas
vidas, "EU TE AMO" ou mesmo dar um presente, se é que
ela realmente precise deste, para acreditar que eu a amo, a respeito,
a admiro e estarei sempre por perto quando ela mais precisar...
A frase "Eu te amo" só fará algum sentido se ela já estiver materializada
através das atitudes de filhos que reconhecem a importância do amor de Mãe...
Penso que, quando se discute a questão do bullying, propicia-se a abordagem de inúmeras questões, que acabam sendo identificados como o ponto de partida para a prática da violência simbólica, velada ou explicita e que, por vezes, acabam passando desapercebidos quando o assunto é tratado.
Considerando a exigência legal da abordagem dos Desafios Educacionais Contemporâneos e a Diversidade, a questão do Bullying abre espaço para tratarmos de questões como Relações Etnicorraciais, Gênero e Diversidade Sexual, Violência contra a Criança e o Adolescente, entre outros.
Tais assuntos, por outro lado, tornam o discurso mais consistente ou mais próximo da realidade.
Em muitos casos, a prática do bullying se manifesta pelo simples fato de existirem as dificuldades e ou falta de maturidade da criança e do dolescente,
para aceitar e conviver de forma harmônica e pacífica com o diferente.
Identificar as causas e mostrar como estas se manifestam e estão presentes na cultura, e que tais manifestações de violência são, também, fruto de como o homem vem produzindo, ao longo da história, suas relações, podem ser alguns dos pontos de partida para um debate sobre o assunto.
Para quem ainda não teve oportunidade de acessar, segue abaixo o link do espaço no site dia-a-dia em que foram disponibilizados alguns materiais, que podem ser uma fonte a mais para enriquecer uma abordagem sobre o assunto em sua escola.
Exitem muito mais questões por trás do que a mídia e as autoridades nos querem fazer acreditar. E mesmo quando temos acesso a algum conteúdo verdadeiro, se torna quase impossível dar conta de entender os detalhes do emaranhado de informações, pois sempre nos faltam muitos fios para tecer toda a trama e ter alguma clareza da realidade... Vivemos num platonismo visceral...
Prof. Valtemir
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Debora Diniz
"A liberdade religiosa está ameaçada no país"
Antropóloga afirma que o Estado está sendo questionado na Justiça por tentar privilegiar o ensino católico nas escolas públicas e que livros didáticos associam os ateus aos nazistas
Solange Azevedo
ESPECIALISTA
Debora desenvolve pesquisas sobre laicidade e direitos humanos
O trabalho da antropóloga e documentarista carioca Debora Diniz tem sido amplamente reconhecido mundo afora. Aos 41 anos, ela já recebeu 78 prêmios por sua atuação como pesquisadora e cineasta. Professora da Universidade de Brasília, Debora é autora de oito livros. O último deles – “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” – trata de uma discussão que está emergindo no País e deverá ser motivo de debates acalorados no Supremo Tribunal Federal. “Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008”, lembra Debora. “Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”
"O acordo Brasil-Vaticano prevê que o ensino religioso
seja, necessariamente, católico e confessional"
"A criminalização da homofobia incomoda comunidades religiosas
porque resultará em restrição de liberdade de expressão"
Istoé - O ensino religioso nas escolas públicas, num Estado laico como o Brasil, é legítimo?
Debora Diniz -
Sim e não. Sim porque está previsto pela Constituição. E não quando se trata da coerência com o pacto político. Chamo de coerência a harmonia com os outros princípios constitucionais: da liberdade e do pluralismo religiosos e da separação entre o Estado e as igrejas. Falsamente, se pressupõe que religião seria um conteúdo necessário para a formação da cidadania.
Istoé - O pluralismo religioso é respeitado nas escolas públicas?
Debora Diniz -
Não. A Lei de Diretrizes e Bases delega aos Estados o poder sobre a definição dos conteúdos e quem são os professores habilitados. Isso não acontece com nenhuma outra matriz disciplinar no País. A LDB diz que o ensino religioso não pode ser proselitista. Apesar disso, legislações de vários Estados – como a do Rio de Janeiro – afirmam que tem de ser confessional. Determinam que seja católico, evangélico.
Istoé - As escolas viraram igrejas?
Debora Diniz -
As aulas de ensino religioso, obrigatórias nas escolas públicas, se transformaram num espaço permeável ao proselitismo. Não é possível a oferta do ensino religioso confessional sem ser proselitista. Se formos para o sentido dicionarizado da palavra proselitismo, é professar um ato de fé. É a catequização. O proselitismo é um direito das religiões. Mas isso pode ocorrer na escola pública? A LDB diz que não.
Istoé - É possível haver ensino religioso sem ser proselitista?
Debora Diniz -
É. A resposta de São Paulo foi defini-lo como a história, a filosofia e a sociologia das religiões.